Treinamento não é palestra longa. É instalar no seu time a capacidade de enxergar o problema, decidir e conduzir — sem depender de mim depois.
O time aprende a separar o problema que aparece do problema que existe. A maior parte das reuniões trata do primeiro.
Sai da opinião e entra no critério. Quando existe critério, a decisão para de depender de quem está na sala.
Liderar quem tem mais tempo de casa, dar retorno difícil, sustentar a decisão quando a pressão vem. Isso se treina.
Rotina e combinados que fazem o resultado grudar — para não voltar tudo em duas semanas.
Entra sempre pela mesma pergunta: qual resultado continua se repetindo na sua empresa, mesmo depois de vocês já terem tentado corrigi-lo?
Não existe um método para contabilidade e outro para concessionária. É o mesmo — o que muda é o resultado que a empresa escolhe trabalhar.
O que continua acontecendo, apesar de todas as tentativas.
O que as pessoas fazem — ou evitam — todo dia para produzir aquilo.
A escolha, explícita ou silenciosa, que sustenta esse comportamento.
O arranjo de rotina que torna aquela decisão a mais segura de tomar.
Como saberemos, em 90 dias, que alguma coisa realmente mudou.
Quase todo treinamento ataca os dois primeiros. Por isso o efeito dura três semanas — os três últimos continuam intactos, empurrando todo mundo de volta.
É a capacidade de assumir responsabilidade, decidir, comunicar e sustentar um acordo. Um vendedor lidera a própria carteira. Um analista lidera o próprio prazo. Uma empresa com um gerente e vinte vendedores é perfeitamente adequada.
Das 8h às 12h, dentro da sua empresa. Entre um encontro e outro, a rotina real testa o que foi decidido — é isso que transforma treinamento em acompanhamento.
Ao final, a empresa não recebe apenas um treinamento. Recebe um problema recorrente transformado em mapa, regras claras de decisão, conversas difíceis realizadas, acordos registrados com responsáveis e prazos, uma alteração de rotina por pessoa, um plano de 90 dias e um painel de acompanhamento para a direção.
Entrei numa metalúrgica aos 14 anos, como estagiário, para pagar meu próprio curso técnico. Fiz técnico e tecnólogo em mecânica no SENAI, engenharia mecânica na Católica SC e MBA Executivo na FGV. Liderei times de mais de 60 pessoas e atuei em mais de 40 operações.
Mas o que mudava o resultado nunca era só o processo novo. Era a pessoa que passava a decidir diferente. Por isso fui buscar a outra metade: mais de 500 horas presenciais de treinamento de alta performance, no Brasil e no exterior — entre elas 400h no IFT e o Date with Destiny, de Tony Robbins.

















Me conta o que está travando e eu digo se treinamento resolve — ou se é outra coisa.